Resenha: Amy

Amy

O documentário sobre Amy Winehouse ganhou Oscars esse ano, e foi muito mais do que merecido. É um documentário muito forte e bem sentimental. Você consegue sentir a dor dos amigos e familiares, que tentaram ajudá-la, e consegue compreender totalmente tudo o que ela passou e sentia.

É triste ver como o mundo lidou com Amy, uma fantástica pessoa que foi muito mal compreendida. É triste ver como o mundo não sabe lidar com transtornos alimentares, e com vícios em drogas. É triste ver como o mundo não sabe ver que uma famosa é, acima de tudo, um ser humano. É triste ver como o mundo não sabe o que é depressão.

Sempre que falam de Amy Winehouse todos lembram apenas das drogas, bebedeiras e escândalos, mas ninguém sabia o que acontecia para ela estar lidando com a vida dessa forma. Amy foi uma das vozes mais poderosas da história, além de ser uma ótima compositora, que se negava a escrever qualquer coisa que não fosse da história dela. Cada música, cada nota, cada palavra tinha um puta significado para ela.

Toda sua depressão foi exposta em forma de canções, era a forma dela de desabafar, de pedir socorro. Nem mesmo os próprios pais souberam lidar com sua personalidade forte, desde criança ela já desafiava os pais, “mãe, é muito fácil escapar de uma bronca sua” dizia Amy, e a mãe nem tentava novamente, o pai foi um grande vazio na vida dela, o que acabou fazendo com o que ela carregasse esse problema até mesmo para sua vida amorosa.

Música era sua paixão, especificamente, o jazz. E ela sabia cantar, ela sabia que sua voz era muito potente e que passava grandes sentimentos quando cantava. Ela nunca esteve interessada pela fama, tudo o que importava era a música, era ela poder se expressar. Sempre avisou que não saberia lidar com a fama, e tudo foi como uma bola de neve. Fama, transtorno alimentar, drogas, namorado com problemas psicológicos, depressão, alcool isso tudo foi demais para ela, alguém que sempre foi tão inocente e vulnerável.

Se ao menos alguém tivesse a compreendido melhor, quem sabe. Única coisa que sabemos é que o mundo perdeu alguém muito talentosa e maravilhosa. Essa história pode estar se repetindo agora mesmo, as pessoas precisam entender que doenças psicológicas são assuntos sérios, que a pressão da mídia é muito forte, todas as críticas, todos os paparazzis, isso realmente pode acabar com a vida de alguém.

O mundo sente sua falta, Amy.

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