Quem sou eu?

Sim, estou sendo egoísta. Não por acaso, não por um erro, não por uma coincidência desastrosa que o universo planejou. Eu estou escolhendo pensar em mim, talvez pela primeira vez na vida. Não exatamente em mim, mas na minha sanidade mental. Você já se divertiu tanto plantando mil e duas ideias ruins, ou então não estava nem se divertindo, porém, sua negatividade é tão forte que corrói tudo que está por perto.

Eu ia andando ao teu lado, como alguém que se deixa guiar pela maresia. Andava totalmente sem rumo, sendo arrastada para todo universo depressivo que você construiu. Tua relação comigo era abusiva, não me batia, mas me atingia como um soco no estômago. Engraçado lembrar que esses dias eu estava até estranhando, estava tudo calmo, tudo tranquilo, nenhum furacão a vista. Então, você veio como quem derrubava inimigos na linha de fogo de uma guerra. Você veio destruindo todos os ideais e todas as esperanças.

Queria poder dizer, sinceramente, para você me perdoar por ter te feito tão infeliz, quem sabe alguns anos atrás eu não teria falado isso? Finalmente, percebi que eu não sou o problema. Minha vida não pode ser resumida ao seus desastres. Entretanto, ainda tenho medo. Quem sou eu, se não a pessoa que carrega teus anseios? O que vou fazer se não acordar na agonia de saber se está tudo bem ou não? Eu não sei o que sou sem teus desastres. Esse é o problema. Acabei me aderindo ao inferno diário que tu cria.

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